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Polícia conclui inquérito sobre suspeitos de extorsão e estelionatos, e Mãe Andreia continua presa

A equipe da Delegacia de Proteção ao Idoso (DPCAI) de Linhares identificou mais quatro vítimas […]

Publicado: Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019.

A equipe da Delegacia de Proteção ao Idoso (DPCAI) de Linhares identificou mais quatro vítimas que caíram no golpe aplicado por  Andreia Roberta dos Santos Ristich, de 30 anos, conhecida como “mãe andreia” e seu marido Leandro Sebastião Ristich, de 28 anos. Os dois foram detidos no último dia 13, no município, suspeitos de cometerem crime de extorsão e estelionato. As investigações foram concluídas nessa segunda-feira (25).

A responsável pela DPCAI, delegada Suzana Garcia, explicou que os suspeitos se aproveitavam da crença religiosa das vítimas para cometerem os crimes e fazerem falsas promessas de curas.

“As vítimas alegaram que também pagaram uma grande quantia em dinheiro aos suspeitos. Quando não tinham o dinheiro em mãos, a suspeita dizia que aceitava aparelhos eletrônicos em forma de pagamento, como televisão e celular. Algumas vítimas chegavam a se endividar, devido à grande quantidade de parcelas que faziam para adquirir o produto que a suposta “mãe de santo” queria.

O marido da detida também foi indiciado pelo crime de extorsão e por participação nos crimes de estelionatos. “Além deles, outras duas pessoas também foram indiciadas por falso testemunho”, explicou Suzana Garcia.

Andreia foi encaminhada para o Centro Prisional Feminino de Colatina (CPFCOL) e o  Leandro conduzido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Linhares.

As prisões

O caso começou a ser investigado pela equipe da Delegacia de Proteção ao Idoso (DPCAI) de Linhares quando uma idosa de 61 anos procurou a delegacia, alegando ter sido vítima dos suspeitos. A vítima chegou a pagar R$ 6 mil para contratar os supostos serviços.

“Além de efetuar o pagamento da quantia R$ 6 mil em dinheiro, a vítima depositou um valor a mais exigido pela suspeita, como forma de “reforçar o trabalho”. A detida dizia que se a vítima não efetuasse os pagamentos, o problema espiritual que a idosa sofria iria se agravar e se tornar um câncer. Segundo as investigações os suspeitos realizavam esses crimes há cerca de três anos e meio”, afirmou a responsável pela DPCAI, delegada Suzana Garcia.

Fonte: Polícia Civil do ES

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