A Fundação Renova pretende terminar de pagar, até outubro deste ano, todas as indenizações devidas aos moradores de Regência e de Povoação, na foz do Rio Doce, em Linhares, que foram afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015. Além disso, outras comunidades estão sendo cadastradas para receberem auxílio financeiro.
Com o pagamento das indenizações, o plano é que as pessoas que recebem o auxílio pago aos afetados deixem de receber esse valor. Atualmente, as pessoas prejudicadas pelo rompimento da barragem de Fundão recebem um salário mínimo, mais 20% desse valor para cada dependente e uma cesta básica.
A Fundação Renova, que é responsável pelas ações de reparação de danos ambientais, sociais e econômicos da tragédia, deve indenizar pessoas afetadas direta ou indiritemante em Regência em Povoação, como explica a diretora de Desenvolvimento Institucional da entidade, Andréa Azevedo.
“A nossa expectativa é concluir todas as indenizações nos próximos dois meses. Uma parte já foi feita, mas a ideia é concluir o processo geral de indenização, tanto para a área de comércio e de turismo quanto para os pescadores”, afirmou.
Além disso, a Fundação Renova está ampliando o cadastramento de pessoas afetadas pela tragédia. Comunidades de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, estão sendo incluídas na área considerada atingida. Com isso, os moradores desses locais que foram prejudicados vão poder receber um auxílio mensal pago pela fundação. A previsão, segundo Andréa Azevedo, é que esse cadastramento seja concluído até o fim do ano.
O Comitê Interfederativo, que é responsável por fiscalizar a aplicação das ações da Fundação Renova, considerou o litoral norte do Estado como área atingida pelo rompimento da barragem de Fundão. Com isso, a Renova ficou obrigada a fazer o cadastramento das famílias de comunidades de São Mateus.
Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da mineradora Samarco, se rompeu e destruiu o distrito de Bento Rodrigues. Dezenove pessoas morreram. A enxurrada de lama de rejeito de minérios causou severos danos ambientais, sociais e econômicos ao longo de todo o Rio Doce, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo.
Matéria retirada na íntegra pelo portal Gazeta On Line.